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Culto Luvembo

Todo aquele que segundo sua crença diz que determinadas divindades não existem, certamente desconhece a cultura Bantu, rica em tribos e seus idiomas discriminados por dialetos.

O fato é que existem pessoas que por estarem anos dentro de um culto nunca sequer soube distinguir entre Bantu e nagô. E hoje quando são questionados rechaçam-nos se aproveitando do orkut em páginas e comunidades como a do 'povo cagado'.

Ekodidé não existe na cultura Bantu e não existe nenhuma prova de sua existência.

Búzios também não é o método oracular Bantu e sim yorubano. Assim como as katulagens que hoje fazem riscos sem significados nos corpos introduzindo muito de outra cultura.

Diante de tantos erros, me abstenho de compartilhar e também aprender no orkut, porque a opinião do próximo não é respeitada e sempre criada 'falsas verdades' acerca de um ou de outro.

Pessoas falsas, mesquinhas e pobres de espíritos nunca terão a capacidade de reconhecer a virtude alheia e preferem 'puxar o saco' de quem faz parte de sua 'panelinha'.

Quem é bom no que faz não precisa se expor. Os melhores realmente raramente se veem postando nas comunidades do orkut. Só os desocupados que segundos eles são os donos da verdade e detestam serem contestados.

Fanáticos são as pessoas que professam sua crença intolerantemente diante de outra fazendo da outra um inimigo.

Aos sacerdotes que REALMENTE tem sensibilidade e compreenção acerca de sua cultura.

Aos sacerdotes que REALMENTE são cultos e humildes o suficientes para reconhecerem que muito se foi perdido do culto.

Meus préstimos e que Nzambi proporcione muita fartura em suas mesas.

Que Nzambimunalembe perdoe os invejosos e incopetentes por eles não terem a capacidade de fazer melhor a não ser tomar conta da vida dos outros e falar mal das festas de Candomblé.

 

 

 

 

Origem dos kasanji
A hipótese mais próxima do surgimento dos Mbemgalas são citadas segundo Décio Freitas nas nascentes do Nilo, Zaire ou as altas montanhas de Serra Leoa.
Kasanji (Imbangalas)
O Kasanji Unido, também conhecido como o Reino Jaga, (1620-1910) foi um pré-colonial Centro-Oeste Africano [rio Kwango] fundado por Mbangalas. Os kasanji chegaram ao Kongo meados do séc. XVI comandados pelo soba Zimbo que invadiram Mbanza kongo. Ao tomar a capital dividiu-se o exército em grupos que subjulgaram as regiões. Uma vez chefiadas pela matriarca Temba Ndumba, chegou-se a Serra Leoa. Seguindo para Moçambique havia outro comando por Kisuva que foi derrotado pelos Portugueses em Tete.
Zimbo estabeleceu-se as margens de Kunene quando foi em ajuda de Kisuva. Temba Ndumba foi a grande mãe dos Kasanjis.
Os Kasanjis não faziam nada sem antes consultar as divindades e antepassados. Com a cabeça enfeitada de penas de pavão rodeado por dois Kivondas. As mulheres dançavam e cantavam em circulos com rabos de zebra nas mãos. Ao centro a fogueira que dentro íam pós de pemba branca.
Rainha Nzinga de Matamba foi iniciada no Reino Kasanji e viveu o que é hoje a atual Angola entre 1582 a 1663. Foi uma política diplomática em defesa de seu povo.
No sudoeste de Angola pelos lados de Kilengues e Kipungos, um novo culto na qual se veneravam espíritos 'nano'
, ou seja, almas que em vida animavam a etnia dos Mbundus. Em geral eram cultuados quando haviam necessidade de curas, por isso os kimbandas eram solicitados.

Os espíritos também eram conhecidos por Oma-Tyikuma, da região noroeste de Kakondo, em Tikuma.
Os idiomas
As línguas bantu (ou línguas bantus, ou línguas bantas) formam uma família lingüistica de mais de 1500 línguas. São faladas em todos os países da África Subsaariana por cerca de 300 milhões de pessoas, principalmente por bantus. A família de idiomas bantu tem centenas de membros, que foram classificados por Malcolm Guthrie em 1948 em grupos de acordo com zonas geográficas. Guthrie também reconstruiu Proto-Bantu como o Proto-idioma desta família de idiomas. A atual abrangência do grupo lingüístico deve-se à expansão bantu, que provavelmente ocorreu há aproximadamente 2000 anos, a partir do sul africano, da linguas Khoisan.
A palavra bantu foi primeiro usada por W. H. I. Bleek (1827-75) com o significado de povo como é refletido em muitos dos idiomas deste grupo - em muitas destas línguas, usa-se a palavra ntu ou dela derivada refrindo-se a um ser humano; ba- é um prefixo que indica o plural para seres humanos em muitas destas línguas. Bleek e mais tarde Carl Meinhof fizeram estudos comparativos das gramáticas dos idiomas Bantu.
Existe alguma controvérsia sobre a identidade de alguns idiomas Bantu, que alguns linguístas consideram dialetos de uma língua. Em Moçambique, por exemplo, está praticamente estabelecido que a língua “indígena” do sul do país é a língua tsonga, com os dialetos xiChangana, xiRonga, xiTswa, xiNdau e guiTonga. No entanto, todos os “dialetos” são considerados línguas. Além disso, é normal um africano falar mais do que uma língua bantu.

O Lingala é uma das grandes línguas bantus, falada como idioma materno na região noroeste da República Democrática do Congo (Congo-Kinshasa) e uma grande parte da República do Congo (Congo-Brazzaville). Além disso, serve como língua franca em toda a extensão do território do primeiro país, e goza também de certa importância em partes de Angola e da República Centro-Africana. É falada por mais de dez milhões de pessoas. Sua classificação é “C.36D” no sistema Guthrie de categorização de línguas bantus, e “C.40” no sistema SIL.
Distribuição geográfica do lingala com as regiões onde é língua materna (verde-escuro) e as demais regiões onde é usada.
As origens do lingala remontam ao bobangi, língua falada ao longo do Rio Congo entre Lisala e Kinshasa. O bobangi era a língua comum dos comerciantes da região anteriormente à criação do Estado Livre do Congo. Nas últimas duas décadas do século 19, após o rei Leopoldo II da Bélgica haver estimulado a ocupação e exploração da área, o bobangi se tornou mais difundido. Os intermediários e interprétes empregados pelos Europeus, oriundos de outras partes do continente, como Zanzibar, Comores e o interior de Tanganica, aprenderam-na e influenciaram-na ao misturá-la com seus próprios idiomas. A administração colonial, necessitando instituir uma língua comum no território, passou a usar este novo dialeto para propósitos de catequismo e administração, chamando-a de “bangala” para distingui-la do antigo bobangi. Por voltas da virada do século, missionários da CICM embarcaram em um projeto para “purificar” a língua e fazê-la voltar a ser integralmente bantu. Meeuwis (1998:7) escreve o seguinte:
Missionários como o protestante W. Stapleton e mais tarde, e mais influentemente, o próprio E. De Boeck julgaram que a gramática e léxico desta língua eram demasiado pobres para propósitos de educação, catequismo, e outros tipos de comunicação vertical com os africanos no noroeste e centro-oeste da colônia. (…) Eles incumbiram-se de ‘corrigir’ e ‘expandir’ a língua utilizando-se dos elementos gramáticos e léxicos das línguas que os rodeavam.

Pe. Martins delimita o país de kabinda, habitado pelos seguintes grupos étnicos: Bauoio, Bakongo, Basundi, Balinge, Bavilli, Bayombe, Bakoki, etc
Neste processo de “purificação”, o nome bangala foi substituido por “lingala”, ao emprestar-se um prefixo de uma das línguas regionais. O novo termo aparece pela primeira vez de forma escrita em 1903 em uma publicação do missionário Egide De Boeck da CICM
O vocabulário do lingala contém inúmeros empréstimos do francês, e um número bem menor vindo do inglês, como milk (míliki) e book (búku). Há também uma considerável influência do português, surpreendente pelo fato das duas línguas jamais haverem estado em contato direto.
kikongo (também conhecida como kikoongo, kongo e kabinda) é uma língua africana falada pelos bakongos nas províncias de Kabinda, do Uíge e do Zaire, no norte de Angola; no Bas-Kongo, na República Democrática do Kongo; e nas regiões limítrofes da República do Kongo. O kikongo que tem diversos dialectos. Era a língua falada no antigo Reino do Kongo.

Estrutura das línguas
A característica gramatical mais proeminentes dos idiomas bantus é o uso extensivo de prefixos. Cada substantivo pertence a uma classe e cada idioma pode ter aproximadamente dez classes, um pouco como gêneros em idiomas europeus. A classe é indicada por um prefixo no substantivo, como também em adjetivos e verbos que concordam com aquele. O plural é indicado por uma mudança de prefixo.
O verbo tem vários prefixos. Por exemplo em Swahili Mtoto mdogo amekisoma significa A criança pequena leu isto (um livro). Mtoto = criança governa o prefixo do adjetivo m - e o sujeito do verbo com o prefixo a - . A seguir vem o tempo do verbo (perfeito) -me - e um marcador de objeto -ki - concordando com kitabu (implícito), livro. O plural desta frase é: Watoto wadogo wamekisoma; se usarmos o plural para livros (vitabu ), a frase torna-se: Watoto wadogo wamevisoma.
O idioma bantu com o número maior de falantes é o kiswahili (G 40 da lista de Guthrie). Avaliando pela história deste idioma, alguns lingüistas acreditam que os idiomas Bantu formam um contínuo desde línguas tonais até idiomas sem nenhum tom.
Outros idiomas bantus importantes incluem liNgala, luGanda, kiKongo, e Cinyanja na África Central e Oriental, e siShona, siNdebele, seTswana, seSotho, isiZulu, isiXhosa, sePedi, e siSwati na África Meridional.
A língua cinyanja é uma das línguas faladas na província do Niassa, na parte norte da província de Tete e ocidente da províncias de Nampula e Zambézia no norte de Moçambique. É uma língua muito próxima, provavelmente uma forma da principal língua falada no sul do Malauí, o ChiChewa. São línguas da família bantu.
O nome desta língua, tal como a palavra Niassa, deriva de “água”, ou seja, pode traduzir-se o seu nome por “Lìngua do Lago”.
Quando os europeus chegaram à África Austral e começaram a escrever sobre os seus povos, estas línguas eram faladas quase só pelos povos Khoisan do extremo sudoeste de África, que foram apelidados de bosquímanos (homens do mato) e hotentotes (gagos).
Hoje em dia, as línguas Khoisan são faladas apenas nas imediações do deserto do Kalahari (Angola, Namíbia, Botswana e África do Sul) e numa região limitada da Tanzânia e estão a tornar-se extremamente raras, havendo inclusivamente conhecimento de algumas que se extinguiram. A maioria destas línguas não têm registos escritos. As línguas Hadza e Sandawe do Quénia são geralmente classificadas como Khoisan, mas encontram-se extremamente distantes, tanto linguística como geograficamente das restantes. As línguas mais faladas do grupo Khoisan são Kwadi e Sandawe.
Linguística
As línguas Khoisan caracterizam-se pelo uso de consoantes clique como fonemas - a língua Kung-ekoka possui mais de 50 consoantes clique em mais de 140 fonemas separados e a língua !Xóõ tem um enorme repertório de fonemas, que incluem vários sons estridentes e faríngeos.
Gramaticamente, as línguas Khoisan são, em geral, isolantes. Os sufixos são usados com frequência, mas a ordem das palavras é usada com mais frequência que a inflexão.
Influência na cultura ocidental
A cultura ocidental tomou conhecimento destas línguas a partir do filme de 1984 Os deuses devem estar loucos, de Jamie Uys.
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